Nos últimos dois anos, a classe média brasileira cresceu 21,5%, colocando cerca de 25 milhões de pessoas no meio da pirâmide social. Com isso, neste ano, a classe C já corresponde a 103 milhões de brasileiros e a expectativa do governo é de que até 2014 essa fatia social receba um incremento de mais 10 milhões de pessoas, chegando a um contingente de 113 milhões, aponta a pesquisa Economia Brasileira em Perspectiva, produzida pelo Ministério da Fazenda.
Com esse crescimento, a classe média será responsável por 31% da massa de renda total no Brasil, estimada em R$ 1,38 trilhão. “Tal dinâmica reflete as condições favoráveis da macroeconomia para as camadas de menor renda, a saber, o aumento do salário mínimo, o controle da inflação, a geração de empregos e os benefícios sociais, como o programa Bolsa Família”, diz a pesquisa.
De acordo com o Ministério da Fazenda, a maior distribuição de renda possibilitou o crescimento de uma nova classe média, que ajudou a inflar o PIB per capta (soma de todas as riquezas produzidas no país dividida pela população total), que cresceu 24,3% entre 2003 e 2010, atingindo R$ 17,3 mil neste ano.
O documento destaca ainda que, de 2002 até agora, o poder de compra das classes sociais de menor renda evoluiu constantemente. Tanto que as classes C e D já superam a B em poder de consumo. Essa nova classe média conhece seu poder de compra e escolhe muito bem o que colocar na sacola. A participação dessa faixa social será fundamental para atingir o crescimento de 6,6% no consumo total das famílias em 2010 e de 6,5% do Produto Interno Bruto do país.
Fonte: eBand

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